O Movimento do Deus-Ajuda ou Auto-Ajuda do Alto (Nov/08)

sexta-feira, novembro 21, 2008

“O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” -- Salmo 121:2

Confesso que me incomodo com a quantidade de volumes e o espaço dedicado à seção sobre auto-ajuda nas livrarias. No entanto, como nunca me interessei por esse gênero, imaginava que a moda já tinha passado, até me deparar com uma notícia recente.

Um dos jornais mais importantes dos Estados Unidos, o Los Angeles Times (26/7/08), publicou uma reportagem sob o título: “Autores Americanos Vêem Seus Livros Sobre Auto-ajuda Desaparecer das Livrarias – no Brasil”.

O mercado espiritualista e de auto-ajuda continua crescendo nos Estados Unidos, segundo o jornal, sendo que em 2007, passou de 600 milhões de dólares. Mas aparentemente o fenômeno continua ainda mais forte em terras tupiniquins, onde alguns títulos que nunca entraram para a lista dos best-sellers na terra do tio Sam, têm se tornado um sucesso.

Como definiu Ed René Kivitz, “o movimento da auto-ajuda proclama que você tem em seu interior todos os recursos de que precisa para obter sucesso, a concretização de seus objetivos, felicidade e qualquer outra coisa necessária para desfrutar uma vida completa”.

Mas nem todo mundo acha que as respostas para os problemas existenciais são encontradas em livros de auto-ajuda. Muitos críticos têm apontado razões para sermos cuidadosos e criteriosos quanto a essa literatura:
  • Esses livros iludem oferecendo respostas fáceis para problemas humanos difíceis.
  • O leitor acha que pode resolver sozinho todos os problemas. Esse é um pensamento egocêntrico infundado, já que mais cedo ou mais tarde todas as pessoas precisam buscar nos grupos as respostas para os problemas sociais.
  • Os livros reforçam uma cultura individualista, criando um ciclo vicioso e mantendo as boas vendas dessas obras.
  • Existe ainda um problema filosófico: se a pessoa teve que buscar ajuda em um livro escrito por outra pessoa, não é auto-ajuda.
  • O movimento de auto-ajuda tornou-se um negócio de 8,5 bilhões de dólares, só nos Estados Unidos.
  • O maior problema, no entanto, é que existe uma sugestão viciante no movimento de auto-ajuda. Se você não superar o problema, a culpa é sua. Os seus pensamentos não foram positivos o suficiente. A solução? Mais livros, CDs, seminários, etc.

Curiosamente, o primeiro livro considerado do gênero de auto-ajuda, escrito por Samuel Smiles, em 1959, que tem como título “Self-Help” [Auto-Ajuda], começa o primeiro capítulo dizendo que “o Céu ajuda aqueles que se ajudam”.

A preocupação desde o princípio em saber como se tornar uma pessoa melhor e ter uma vida melhor parece reconhecer que existe uma interação com o sobrenatural, com Deus, nesse processo, mesmo que essa idéia seja colocada de lado no desenvolvimento dos conceitos pela maioria dos autores. Então o foco torna-se o próprio ser humano e o seu interior.

Não me leve a mal e nem sinta-se ofendido, mas se você pensa que a sua natureza é tão boa que você pode encontrar ajuda em si mesmo, sinceramente, talvez você não esteja sendo tão transparente à frente do espelho. Nas tendências naturais do ser humano, não há poder para reverter as situações caóticas da humanidade.

A Bíblia, no entanto, pode nos oferecer um caminho mais lógico e mais coerente nesse sentido. Ela diz que o sucesso do ser humano não está no seu próprio esforço mas no reconhecimento da dependência do poder de Deus.

O Salmo 59:16 e 17 diz: “Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia; pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia. A Ti, força minha, cantarei louvores, porque Deus é meu alto refúgio, é o Deus da minha misericórdia.”

A Bíblia mostra que a origem da ajuda, do refúgio é Deus. Mas vai além ao afirmar que neste sentido essa fonte é exclusiva. “Não há outro, ó amado, semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para a tua ajuda e com a sua alteza sobre as nuvens” (Deuteronômio. 33:26).

Curiosamente a Bíblia já previa essa tendência, que não é moderna e nem pós-moderna, de buscar a valorização do ser humano e de pensar que nele encontram-se todas as respostas. “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal” (Provérbios 3:5 e 6).

Diante de uma situação mundial tão instável e uma busca sedenta por respostas para os problemas existenciais, está na hora de criar o Movimento Eliezer (que significa, em hebraico, “Deus ajuda”) para mostrar para as pessoas a Fonte de Sabedoria, gratuita, individual e eficaz: Deus.

Entre as muitas frases de Deus-ajuda, esta me traz muito conforto: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41:10).


Por: Marcelo E. C. Dias, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Artur Nogueira. Formado em teologia e administração de empresas. Concluiu o seu MBA na Califórnia, Estados Unidos, em 2003.
Publicado na revista Destaque Empresarial.

A Síndrome do Jumentinho - Revista Adventista (Set/08)

sexta-feira, setembro 26, 2008


Faça o Que Eu Faço

domingo, agosto 17, 2008


“Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova” – Romanos 14:22

Recentemente o mundo ficou chocado com a história do austríaco Josef Fritzl, que aprisionou sua filha por 24 anos no porão da sua casa e teve sete filhos com ela. Em meio às reportagens sobre a descoberta, no entanto, uma das suas declarações me chamou a atenção: “Eu constantemente sabia, durante os 24 anos, que o que estava fazendo não era certo.”

Essa declaração me fez lembrar de um momento marcante durante as aulas de psicologia na faculdade. Falando sobre a natureza humana, certo dia, o professor resolveu fazer a pesquisa: “Quantos estão cientes de que fumar é prejudicial à saúde?” E praticamente todos levantaram a mão. Em seguida ele fez uma segunda pergunta: “E quantos de vocês fumam?” Talvez 60 a 70% dos que haviam respondido afirmativamente à primeira pergunta, levantaram a mão novamente.


A pergunta que fica é: se sabemos o que é o certo, por que não fazemos assim?


Essa característica do ser humano é tão reconhecida que gerou ditos populares como: “Faça o que falo, mas não faça o que eu faço” (em inglês, existe o dito “Talk the talk and walk the walk”).
Todas as pessoas desenvolvem uma escala de valores morais pelas quais pautam a sua opinião sobre o que é certo e o que é errado. Muito poderia se discutir sobre o que influencia esse processo, mas o nosso foco está sobre a observação de que mesmo tendo essas definições ainda não somos coerentes conosco.

Esses valores formam o nosso caráter e a nossa coerência diz respeito à nossa integridade como seres humanos. No entanto, quando não agimos de acordo com nossas crenças criamos um conflito interior, em primeiro lugar. E também criamos um conflito exterior através da comparação feita por outros entre o que “pregamos” e como agimos.

Portanto, a incoerência moral e ética entre as idéias defendidas, ensinadas e cobradas e o que é praticado pode ter um efeito corrosivo na sociedade, pois querendo ou não, são modelos sociais com um impacto significativo na população, seja no contexto familiar, profissional, religioso ou comunitário — a pedagogia do exemplo.

A Bíblia também fala sobre a incoerência humana. Na verdade todo o ministério de Jesus foi marcado pela observação crítica dos líderes religiosos, em busca de incoerências entre a pregação e a prática de Jesus, e o combate à hipocrisia dessas pessoas. Jesus chega a classificar os fariseus e os mestres da lei como sepulcros caiados, serpentes e raça de víboras. E orienta: “Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam” (Mateus 23:3).

Já no final da Sua missão, reforçando a preocupação em serem coerentes, Jesus, após uma aula prática sobre humildade e liderança servidora para os seus discípulos, enfatiza: “Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem” (João 13:17).

Posteriormente, o apóstolo Paulo ao lidar com essa questão nos apresenta uma tendência natural do ser humano de ser incoerente e fazer coisas erradas. E ele mesmo confessa: “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Romanos 7:15).

No desenvolvimento da compreensão sobre a natureza humana Paulo volta a falar sobre essa incoerência mais tarde, sugerindo que há necessidade de uma clara definição e um forte desenvolvimento moral em cada pessoa, o qual se dá através da espiritualidade. Para Paulo, a vantagem é ser coerente porque: “Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova” (Romanos 14:22). Um dos meus versos bíblicos preferidos.

Um outro Paulo, o educador Paulo Freire, no nosso tempo reafirma a verdade bíblica dizendo: “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática."

Hoje, valorizamos a honestidade ao ponto dela se tornar notícia amplamente divulgada, mas quando sabemos que alguém achou um pacote de dinheiro e entregou às autoridades, não acreditamos e até alguns reprovam a atitude.

Num momento em que o ser humano tem se apresentado incoerente, é hora de todos na sociedade atentarem para essa realidade, mas de forma especial aqueles que exercem autoridade política, social, religiosa, cultural e educacional. Não basta o alarme com os comportamentos irracionais e imorais, é necessário que mudemos de postura e apresentemos à sociedade a marca que deveria ser pertinente àqueles que desfrutam da racionalidade e da espiritualidade: a coerência.

Por: Marcelo E. C. Dias, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Artur Nogueira. Formado em teologia e administração de empresas. Concluiu o seu MBA na Califórnia, Estados Unidos, em 2003.


Deus na Fábrica – a nova tendência empresarial

“Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus.”
Eclesiastes 2:24

Em 1999, a revista americana Business Week apontou a presença crescente da espiritualidade no ambiente de trabalho. Segundo a revista, centenas de conferências sobre o assunto estavam sendo apresentadas e mais de dez mil estudos bíblicos e grupos de oração se reuniam nas empresas. Pouco tempo depois foi a vez das revistas Fortune e New York Times Magazine também atestarem da nova realidade.

Carolyn Corbin, presidente do Center for the 21st Century, prevê que essa tendência no mundo empresarial se acentuará. Segunda a economista, será cada vez mais importante que as companhias sejam faith-friendly ou promotoras da fé. Não só as empresas passarão a aceitar a fé das pessoas, mas encorajarão a espiritualidade no mundo dos negócios porque percebem várias vantagens nesse cenário.

Muitos dos desafios do ambiente de trabalho podem ser influenciados positivamente pela religião, como por exemplo:
1. Formação de líderes
2. Trabalho em equipe
3. Motivação para buscar a excelência
4. Problemas de relacionamento e reconciliação com os superiores e com os colegas
5. Não envolvimento em atividades ilegais
6. Furto de pertences da empresa
7. Ética no serviço ao consumidor
8. Justiça no trato com os empregados
9. Fofoca no ambiente de trabalho
10. Trato para com os inimigos
11. Atração extramarital no ambiente de trabalho
12. Atmosfera de trabalho que valorize o respeito e integridade

Trabalho e espiritualidade são palavras que, a princípio, definem realidades muito desconexas.
A maioria das pessoas divide a sua rotina em duas partes. De segunda a sexta para o trabalho, e então, o final de semana que inclui a religião. Apesar de o brasileiro considerar a fé muito importante (86% tem essa opinião segundo a revista Época) ir à igreja semanalmente é habito de somente 30% da população -- um programa para o fim de semana.

Mais recentemente, no entanto, tem-se descoberto que as duas realidades podem estar mais próximas do que se pensava. Melhor do que isso: elas podem coexistir e se complementar.
Nada disso deveria ser novidade. A Bíblia fala sobre o trabalho como uma realidade da vida. Logo nas primeiras páginas, no relato da Criação, a Bíblia fala sobre a atividade de Deus e o seu descanso no sétimo dia. Também encontra-se ali a ordem de Deus para que Adão trabalhasse. E a constatação de que após o pecado o trabalho se tornaria uma maldição aos seres humanos. Jesus mesmo trabalhou com o seu pai na carpintaria até os 30 anos, chamou doze trabalhadores para serem os seus discípulos e deixou uma missão que envolve bastante atividade para os seres humanos.

Das 132 aparições públicas de Jesus registradas no Novo Testamento, 122 delas foram em ambiente de trabalho. Das 52 parábolas que Jesus contou, 45 têm o contexto do ambiente de trabalho.

A Bíblia ainda fala que no Paraíso haverá algum tipo de trabalho.

O trabalho é mencionado na Bíblia mais de 800 vezes. Isso é mais do que todas as menções a adoração, louvor, música e canto. Na verdade as palavras trabalho e adoração, em hebraico, na Bíblia, têm a sua origem na mesma raiz, avodah, sugerindo que trabalhar é adorar.

Enquanto algumas empresas têm se tornado cada vez mais intolerantes à fé no ambiente de trabalho, a realidade do século 21 demonstra que a tendência é bem diferente. As pessoas não estão satisfeitas com o seu emprego e buscam um propósito para a vida. Já que 60% a 70% da vida é passada no trabalho, os empregadores que atentarem para essa necessidade certamente colherão as conseqüências positivas de trabalhadores mais satisfeitos.

Por outro lado, os trabalhadores deveriam ter sempre em mente o que um pregador certa vez disse: “Uma religião que não é boa na segunda, não é boa no sábado ou no domingo.”

Por: Marcelo E. C. Dias, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Artur Nogueira. Formado em teologia e administração de empresas. Concluiu o seu MBA na Califórnia, EUA, em 2003.

“Escolas de Voluntários” – Maximizando uma Grande Oportunidade

“Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário”
– Salmo 51:12


No mundo capitalista brasileiro da busca desenfreada pela vantagem, após décadas de desaparecimento, ressurge neste começo de século a importante figura do voluntário.

A melhor definição que eu encontrei sobre o voluntariado foi esta apresentada em estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, que coloca o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.

Como foi apresentado pela edição especial da revista Veja, de julho de 2003, “os jovens do século XXI continuam tão idealistas e dispostos a mudar o mundo quanto os dos anos 60. A diferença é que descobriram um caminho que não passa pela militância política: o do trabalho voluntário. Nos últimos cinco anos, a participação dos jovens em filantropia pulou de 7% para 34% em 400 entidades brasileiras. Mais de 8 milhões de jovens, com idade entre 15 e 24 anos, realizam alguma atividade voluntária. Estima-se que outros 14 milhões estejam interessados em fazer esse tipo de trabalho, mas não sabem como começar”.

Recentemente um outro estudo, o Índice de Participação Cidadã 2005, divulgado pela Rede Interamericana para a Democracia, afirmou que o Brasil é o líder em atuação da sociedade civil em questões coletivas na América Latina. No entanto, a explicação para o índice são os valores altos em indicadores como compromisso, militância, voluntariado, solidariedade e responsabilidade social, mas não quanto à legislação do país e a iniciativa política nesse sentido.

O pesquisador das Nações Unidas, Taryn Nelson, ainda aponta que “o voluntariado é uma grande oportunidade para a América Latina em termos econômicos, sociais e até políticos”. E conclui que “cada país latino-americano precisa urgentemente de uma política nacional de voluntariado”.

Portanto, a necessidade mais urgente é de que os governos participem formulando políticas em diferentes áreas apoiando as iniciativas cidadãs, tanto individuais como coletivas, e regulem a atuação social dessas pessoas, definindo direitos e deveres dos voluntários. Isso certamente aumentará os efeitos das ações voluntárias e motivará ainda mais a atuação da comunidade.

Por outro lado, não deveríamos nos esquecer que, antes de qualquer outra iniciativa, o voluntariado está intimamente ligado à religião. Na igreja cristã, isso tem sido sempre uma marca, um sinal de caridade e amor ao próximo, mandamento fundamental do cristianismo.

Jesus afirma o grande mandamento e confirma o caminho para a salvação, na Bíblia, em Marcos 12:30 e 31: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”. (Outras referências a esse ensinamento, na Bíblia, são encontradas em Mateus 22:39, Marcos 12:31, Lucas 10:27, Romanos 13:8 e 9, Gálatas 5:14 e Tiago 2:8).

Nos últimos anos, também houve na igreja uma mudança na maneira de praticar o voluntariado, levando-a a abrir-se cada vez mais à universalidade das emergências da sociedade moderna, tanto que os voluntários a ela ligados estão, geralmente, nas primeiras fileiras desse trabalho.

Nas ações de voluntariado estão implícitos valores humanos despertados, ensinados e motivados pela Bíblia, como o altruísmo, a abnegação, a solidariedade, a bondade e o amor.

Estudos têm comprovado que o envolvimento religioso influencia grandemente a participação voluntária das pessoas na comunidade. Segundo uma dessas pesquisas, o convívio da igreja treina as pessoas para a participação na comunidade. Elas aprendem a interagir e negociar, a conduzir reuniões, a lidar com finanças e a falar em público, e tudo isso com ética e respeito. A freqüência à igreja faz com que as pessoas percebam que elas têm muito a oferecer à comunidade.

Um outro estudo em igrejas no Canadá demonstrou que as igrejas formam uma das mais importantes redes de recrutamento de voluntários na sociedade. Para muitas pessoas, a religião provê a motivação necessária para esse engajamento.

O altruísmo, reforçado pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do voluntariado. Curiosamente o voluntário cresce emocional e espiritualmente porque, enquanto ajuda a melhorar a vida dos outros, realiza-se como ser humano e cumpre a vontade de Deus.

Portanto, poderíamos considerar as igrejas como verdadeiras “escolas de voluntários” na sociedade. E se assim não o são, deveriam ser.

Nestes dias (final de ano e início de um novo ano) em que a maioria das pessoas passa algum tempo refletindo, se deveria chegar a pelo menos uma conclusão: todos temos algo a contribuir com o próximo. O governo deveria atentar para a grande oportunidade que existe no pacífico exército voluntário do Brasil. As igrejas deveriam permanecer focadas na missão orientada pela Bíblia, enxergar o semelhante e se tornarem verdadeiras “escolas de voluntários”.

Nesta virada de ano, por que não fazer um propósito de seguir o exemplo daquele que fez o maior ato de voluntariado da história do Universo, Deus, ao entregar espontaneamente o Seu Filho, Jesus Cristo, para nascer neste mundo e Se entregar como o Salvador da humanidade (João 3:16).

Por: Marcelo E. C. Dias, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Artur Nogueira. Formado em teologia e administração de empresas. Concluiu o seu MBA na Califórnia, EUA, em 2003.

Os "Terríveis" Filhos de Pastor


O Último Trem

sábado, dezembro 22, 2007



Autor: Wellesley Muir

Tradutor: Marcelo Dias

Lançamento em Português: 2007

Categoria: Histórias

Detalhes do Produto:
Formato: 14,0x21,0
Número de páginas: 176
ISBN: 9788534510844
Acabamento: Brochura

Esse foi o último livro que tive o privilégio de traduzir. É um lançamento de Natal e parte do clube de leitura para o ano de 2008. Uma ótima recomendação para quem gosta de histórias de fé e ação.
"Siegfried Neuendorff experimentou as agruras da Segunda Guerra Mundial quando era apenas uma criança na Alemanha. Embora tenha sido convocado para fazer parte da Juventude de Hitler, ele arriscou a vida para alimentar judeus. Essa compaixão e coragem o motivaram a mudar-se para os Estados Unidos e, depois, a embrenhar-se na selva mais perigosa da América do Sul.

Esta é a história incrível de um incansável missionário a quem Deus usou para transformar incontáveis vidas. Uma viagem empolgante e inesquecível."

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Crescimento pela Palavra

quinta-feira, setembro 13, 2007

I - O modelo natural

"Dentre as lições quase inumeráveis ensinadas pelos vários processos do crescimento, algumas das mais preciosas são apresentadas na parábola do Salvador, sobre a semente. ... A germinação da semente representa o começo da vida espiritual, e o desenvolvimento da planta é uma figura do desenvolvimento do caráter. Não pode haver vida sem crescimento." (Ellen White, Maravilhosa Graça, MM 1974, p. 195)

Seguindo o modelo dos seres vivos, a vida humana obedece às mesmas etapas: nascimento, crescimento e morte. Como cristãos, no entanto, escrevemos uma biografia diferente, que apresenta novo nascimento, crescimento, descanso e vida eterna.

Em diferentes épocas, fases distintas dessa experiência foram enfatizadas pela Igreja, geralmente, priorizando o novo nascimento – a conversão e o batismo.

Hoje, a Igreja tem assumido uma posição bastante equilibrada e saudável, compreendendo a importância de se enfocar não só o novo nascimento, mas também o crescimento do cristão. Na última assembléia da Associação Geral, a doutrina número onze foi acrescentada, refletindo esse pensamento. (Ver cópia no fim do texto).

A importância e a necessidade de crescimento espiritual são destacadas no início do estudo desta semana e no Verso para Memorizar.

Em Efésios 4:14 e 15, Paulo reconhece a possibilidade de pessoas estagnarem em um estágio inicial em sua vida espiritual, comparando-as com crianças (nepioi, no original grego, também usada em Mt 11:25 e Rm 2:20).

O Comentário Bíblico Adventista ressalta, no entanto, que a ênfase nesse caso é negativa. "Somos incentivados a nos tornar como ‘crianças’, (paidia, no original) em Mateus 18:2-4, quanto à humildade e confiabilidade, mas não na impulsividade e imaturidade."

A mesma exortação ao crescimento é feita em 1 Pedro 2:1-3, 2 Pedro 3:18 e por Paulo em 2 Coríntios 7:1.

II - Santificação

A teologia sistemática destacou um termo que tem sido usado justamente para identificar o período de crescimento espiritual que se inicia no momento da conversão e continua indeterminadamente na vida do cristão – santificação.

A incompreensão desse conceito bíblico tem causado alguma dificuldade para se praticar o plano divino de crescimento espiritual. O significado básico de santificar (em hebraico, qadash; em grego, hagiazo) é separar, destacar a parte. Diferentemente do que muitos pensam, não significa ausência de atos de pecado.

Dessa forma, uma definição mais ampla seria:
Santificação é um ato soberano de Deus pelo qual Ele separa uma pessoa, um lugar ou um objeto para Si mesmo, para que possa realizar o Seu propósito no mundo através daquela pessoa, lugar ou objeto (Exemplos: Gn 2:3, Êx 39:44, Lv 27:14 e Êx 19:23).

Ellen White também fala sobre essa idéia: "O que é genuína santificação? Leia Êxodo 31. Nesse capítulo entenderemos o termo porque Deus mesmo o definiu." (4MR, p. 340)

Aplicado à experiência cristã, o termo santificação aparece de forma clara em 1Ts 4:3: "Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação..." (Também é mencionado em Rm 6:19) No primeiro verso do mesmo capítulo, a conexão com a idéia de crescimento é feita, ainda que Paulo estivesse enfrentando uma situação específica com a prostituição.

A justificação é uma obra do momento em que o pecador aceita o perdão de Deus, mas a santificação é a contínua obra da graça. "A santificação não é obra de um momento, de uma hora, de um dia, mas da vida toda." (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 560).

III - Crescendo pela Palavra

Alguém sugeriu que 7 das mesmas recomendações feitas para o cuidado de um recém-nascido devam ser aproveitadas pelo novo cristão para que se desenvolva de forma saudável.

1. Alimentação diária. Fortaleça-se através do estudo e meditação da Bíblia.
2. Ar fresco. Ore freqüentemente. A oração é o oxigênio da vida espiritual.
3. Exercício regular. Coloque em prática o que você aprender na Palavra de Deus.
4. Repouso adequado. Confie em Deus em todos os momentos.
5. Ambiente limpo. Evite todo tipo de lixo que possa enfraquecê-lo espiritualmente.
6. Carinho. Seja membro de uma igreja em que você aprenda com o ensinamento pastoral e com o convívio cristão.
7. Faça Check-ups periódicos. Examine regularmente a sua saúde spiritual.
Assim como a alimentação ocupa um lugar de destaque no desenvolvimento de uma criança, a

Palavra é a base para todo o processo de crescimento espiritual de 7 maneiras:
A Bíblia apresenta:
1. …a necessidade do crescimento espiritual.
Além dos versos citados no início do comentário, encontramos essa mesma orientação em Hebreus 5:12-14.
2. ... o padrão para o crescimento espiritual.
O modelo do cristão é imitar o exemplo do Salvador (Jo 17:19, Rm 8:28 e 29, 1Co 11:1), que mantinha íntima comunhão com o Pai e com a Sua Palavra. O objetivo, portanto, é ser transformado à semelhança do caráter de Deus e refletir esses atributos nos relacionamentos.
3. ...o processo do crescimento espiritual.
O processo de crescimento é uma ampliação do que acontece no novo nascimento. É aceitar Jesus como o Salvador pessoal e Senhor, renunciar o "eu" e exaltar o Criador, desconhecer o velho homem e conhecer Jesus. Esse processo não acontece sem fé. Com obras, o processo não é legítimo e não frutifica. A Bíblia não só fala sobre a fé, mas também a desperta no cristão (Rm 10:17).
4. ...inspiração e motivação para o crescimento espiritual.
Nas muitas histórias verídicas que recheiam a Bíblia encontramos exemplos de pessoas que atingiram a maturidade espiritual e que nos inspiram a seguir os seus exemplos e a termos a segurança de que é possível alcançar o galardão final (Exemplos: Moisés, Davi, João, etc.).
5. …o Agente do crescimento espiritual.
"A nossa santificação é obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. É o cumprimento da aliança que Deus faz com aqueles que se entregam a Ele, para permanecer com Ele, Seu Filho e Seu Espírito Santo em santa comunhão. " (Ellen White, Manuscrito 11, 1901)
Deus opera em nós o crescimento espiritual. A Bíblia ensina claramente o que é a santificação, e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: "Santifica-os na verdade: A Tua Palavra é a verdade." Jo 17:17. E Paulo ensina que os crentes devem ser santificados pelo Espírito Santo (Rm 15:16). O Espírito nos guia no crescimento e os cristãos passam a viver no Espírito. (Ef 5:18; Gl 5:16-18).
6. ...indicadores do crescimento espiritual.
Para alguns, o acompanhamento do crescimento espiritual apresenta-se como um desafio. Ellen White, de forma clara e direta, nos apresenta quatro indicadores desse processo.
A verdadeira santificação é evidenciada através de um interesse consciente por todos os mandamentos de Deus, pelo desenvolvimento cuidadoso de cada talento, pela conversação circunspecta e pela revelação em cada ato da humildade de Cristo. (RH 5/10/1886)
7. ...os resultados do crescimento espiritual.
Uma vida de regozijo nas bênçãos de Deus. Uma frutificação espiritual intensa, através de: paz, alegria, bondade, benignidade, longanimidade, domínio-próprio, amor. Uma experiência de "vida em abundância" (Jo 10:10) já e na eternidade com o nosso Deus.

IV - A Bíblia para o crescimento hoje
A Palavra tem uma função primordial no crescimento espiritual hoje. Resumidamente, a Bíblia nos conduz a um relacionamento com Deus pela fé e ao testemunho a todos através do amor.

Para ajudar a aplicar essas idéias, listei cinco mitos sobre o crescimento espiritual:
1. "Dentro da igreja, todos estão crescendo espiritualmente de forma igual"
Na família de Deus, todos esses conceitos se aplicam igualmente, mas o crescimento é um processo individual. E vale lembrar que alguns crescem mais rapidamente do que outros. Enquanto outros crescem mais vagarosamente, mas oscilam menos.

2. "Na igreja não existe responsabilidade fraternal"
"Um dos planos divinos para o desenvolvimento é a comunicação. O cristão deve adquirir forças, fortalecendo outros. "O que regar também será regado." Pv 11:25. Isso não é somente uma promessa; é uma lei divina, uma lei pela qual Deus designa que as correntes de benevolência, como as águas do grande abismo, sejam postas em constante circulação, refluindo à sua fonte. No cumprimento a essa lei está o segredo do crescimento espiritual. – Ellen White, Maravilhosa Graça, p. 283."

"A verdadeira santificação vem por meio da operação do princípio do amor. ... A vida daquele em cujo coração Cristo habita, revelará a piedade prática. O caráter será purificado, elevado, enobrecido e glorificado. A doutrina pura estará entretecida com as obras de justiça. Os preceitos celestiais serão mesclados com as práticas santas." (Ellen White, Atos dos Apóstolos, p. 560).

Por ser natural que cada um esteja em um estágio diferente do crescimento, a Palavra também orienta nesse convívio, dando uma responsabilidade aos irmãos de não escandalizarem uns aos outros (Mt 18:6-9).

Ainda para com os irmãos da igreja, é necessário tato espiritual. A compreensão sobre o processo de crescimento certamente deve se refletir no tratamento e apoio que se oferece entre as pessoas. O oposto disso, obviamente, era a maneira fria, calculista e desprovida de espiritualidade com que os fariseus tratavam os pecadores, e foram repreendidos por Jesus.

3. "O crescimento espiritual gera um crescimento automático da igreja"
Na maioria dos casos, o crescimento espiritual leva a um crescimento da igreja, sim, mas nem sempre é automático. Sob a condução do Espírito Santo, esse é o resultado natural.
No caso da experiência pessoal, alguém poderia dizer que santificação é o processo pelo qual o cristão em sua comunhão com Deus, a cada momento, passa a ser menos do mundo e mais no mundo (Jo 17:14-15). Em outras palavras, a vontade e o caráter são transformados pelo amor de Deus e o testemunho desenvolvido pelo Seu poder. Para que o crescimento espiritual seja completo em cada etapa, é necessário que essa experiência inclua a utilização dos dons na pregação do evangelho e no testemunho pessoal.

4. "Durante o crescimento espiritual não pecarei mais"
Uma história procura ilustrar essa questão. Uma menina aceitou Jesus como seu Salvador e se tornou membro da igreja local. "Você era uma pecadora antes de receber o Senhor Jesus em sua vida?" perguntou um diácono zeloso. "Sim, senhor", ela respondeu. "Bem, você ainda é uma pecadora?" insistiu o homem. "Francamente, sinto que sou mais pecadora do que nunca." "Mas, então, qual foi a mudança real que você experimentou?" "Não sei bem explicar isso, mas eu era uma pecadora que corria atrás do pecado. Agora, sou uma pecadora que corre do pecado!"

5. "O crescimento espiritual só acontece até os 60 anos"
É relatado que quando Pablo Casals, o virtuose catalão, completou 95 anos, um repórter iniciante o questionou: "Sr. Casals, aos 95 anos, sendo o maior violoncelista que já viveu, por que o senhor ainda pratica seis horas por dia?" E Casals respondeu: "Porque eu acho que ainda estou progredindo."

C.S. Lewis conta que, quando criança, com freqüência tinha dor de dente. Ele sabia, no entanto, que se chamasse sua mãe, ela lhe daria algo para tomar que não deixaria doer o dente durante aquela noite e ele poderia dormir. Mas ele não procurava a mãe até que a dor se tornasse insuportável. A razão era a seguinte: ele não duvidava de que ela daria um analgésico para ele, mas também sabia de outra coisa: ela o levaria ao dentista no dia seguinte. Ele não conseguia o que queria, sem levar a segunda parte, que não era desejada. Sua vontade era eliminar a dor momentânea. A da mãe era eliminá-la de forma permanente.

C.S. Lewis conclui a comparação dizendo que Deus é como o dentista. Muitas pessoas O procuram para curar um pecado particular. Bem, Ele vai sanar aquele problema, mas não vai parar ali. Pode ser que aquilo seja o que você tenha pedido, mas uma vez que você se coloca aos Seus cuidados, ele lhe dará o tratamento completo: uma vida transformada.

"Se nos fosse possível obter plena compreensão de Deus e Sua verdade, não haveria para nós novas descobertas de verdades, nem maior conhecimento, nem desenvolvimento adicional. ...Graças a Deus que não é assim! Sendo que Deus é infinito, e que nEle estão todos os tesouros da sabedoria, poderemos, durante toda a eternidade, estar sempre pesquisando, sempre aprendendo, sem nunca esgotar as riquezas de Sua sabedoria, bondade ou poder." – Signs of the Times, 25 de abril de 1906. (Ellen White, Maranata, o Senhor Vem, pág. 363)

Aproveite o estudo dessa semana e a participação na Escola Sabatina para divulgar e tornar mais conhecida a doutrina número 11. Ela foi incorporada às outras 27 doutrinas oficiais da Igreja Adventista, na última reunião da Associação Geral:

11. Crescimento em Cristo
Por Sua morte na cruz, Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele, que subjugou os espíritos demoníacos durante Seu ministério terrestre, quebrantou o poder deles e garantiu Sua condenação final. A vitória de Jesus nos dá a vitória sobre as forças do mal que ainda buscam controlar-nos, enquanto caminhamos com Cristo em paz, gozo e na segurança de Seu amor.

Agora, o Espírito Santo mora em nosso interior e nos dá poder. Continuamente consagrados a Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos libertos do fardo de nossas ações passadas. Não mais vivemos nas trevas, sob o temor dos poderes do mal, da ignorância e a insensatez de nossa antiga maneira de viver. Nesta nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer à semelhança de Seu caráter, mantendo uma comunhão diária com Ele por meio da oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nela e na providência divina, cantando em Seu louvor, reunindo-nos para adorá-Lo e participando na missão da Igreja. Ao entregar-nos ao Seu amorável serviço por aqueles que nos rodeiam e ao testemunharmos de Sua salvação, a presença constante do Senhor em nós, por meio do Espírito, transforma cada momento e cada tarefa em uma experiência espiritual. (Sl 1:1, 2; 23:4; 77:11, 12; Cl 1:13, 14; 2:6, 14, 15; Lc 10:17-20; Ef 5:19, 20; 6:12-18; 1Tess. 5:23; 2Pe 2:9; 3:18; 2Co 3:17, 18; Fp 3:7-14; 1Ts 5:16-18; Mt 20:25-28; Jo 20:21; Gl 5:22-25; Rm 8:38, 39; 1Jo 4:4; Hb 10:25.)

Comentário da lição 12 do 2o. trimestre de 2007.

Por Trás do Véu

sexta-feira, setembro 08, 2006


Autora: Esmie G. Branner
Tradutor: Marcelo Dias

Lançamento em Português: 2003

Categoria: Biografias

Detalhes do Produto:
Formato: 10,7x17,4
Número de páginas: 192
ISBN: 8534508056
Acabamento: Brochura

"Era uma manhã ensolarada de sábado... o dia em que estava certa que morreria". Com essas palavras, Esmie Branner começa a narrar uma história intrigante cheia de milagres modernos que aprofundará sua fé em um Deus que ainda intervém para livrar Seus filhos da destruição. Por trás do véu é um relato pessoal das lutas, oposição e corajoso triunfo de uma jovem mulher cristã que se apegou à sua fé em Jesus Cristo a despeito do abuso físico e mental de um marido muçulmano.

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Mil Cairão ao Teu lado

Autoras: Maylan Schurch , Susi Hasel Mundy
Tradutor: Marcelo Dias

Lançamento em Português: 2004
Categoria: Histórias
Detalhes do Produto:Formato: 14,0x21,0
Número de páginas: 192
ISBN: 8534508585
Acabamento: Brochura

Franz Hasel, um pacifista de quarenta anos, foi convocado e enviado para a Companhia Pioneira 699, a tropa de elite de Hitler que construía pontes na linha de frente. Em poucos anos, ele e sua família passaram por inúmeros perigos de vida. Enquanto milhares ao redor morriam como vítimas da guerra, eles foram carregados nas asas dos anjos - algumas vezes literalmente. Esta é a história verdadeira e tocante de uma família que escolheu ser fiel a qualquer custo e encontrou refúgio na sombra do Todo-Poderoso.

Link para a comunidade do livro: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2052835
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Surfe da Fé

quarta-feira, agosto 16, 2006

Revista Adventista - Espaço Jovem - Maio/2006
Marcelo Dias

Pessoalmente, sempre assumi que sou metropolitano. Sempre morei em cidades, e a maior parte do tempo, em grandes cidades. Portanto, alguns esportes litorâneos nunca foram apresentados para mim. O mais próximo que já morei de uma praia, foram os dois anos em que vivi na Califórnia, a uma hora de vários paraísos do surfe. Mas lá o oceano Pacífico é muito frio na maior parte do ano e isso servia bem de desculpa para não me envolver nessas aventuras. Se equilibrar, em pé, sobre uma prancha de surfe por exemplo, sempre esteve fora de cogitação.Portanto, a falta de oportunidades parecia aliar-se à falta de interesse.

Essa aliança, no entanto, começou a se enfraquecer em 2004, com o convite de alguns amigos a experimentar o esqui aquático em um lago de Massachusetts. A água nunca fora um mistério para mim, especialmente sem as ondas mais traiçoeiras do mar. Observando outros mais experientes, o desafio parecia pequeno – levantar-se da água, à medida que a lancha partia, equilibrando-se em pé sobre dois esquis e segurando o cabo preso à lancha que chegava a 35 km/h. Após alguns tombos, ali estava eu “andando sobre as águas” com relativa desenvoltura.

O próximo passo veio nas férias de verão deste ano, quando resolvi desafiar as ondas nas belíssimas praias de Santa Catarina. Ok, a prancha era de bodyboard, a versão do surfe em que você pratica deitado, o que faz o equilíbrio ser muito mais fácil (você não esperava que eu começasse pela mais difícil!) A empolgação era grande e a determinação também. A prancha e eu formávamos uma dupla e tanto -- muita confiança naquela peça aliada. O andar era de quem sabia o que ia fazer.

O primeiro passo foi nadar até o local onde as ondas estavam quebrando. Depois veio a hora de me preparar e esperar o momento certo de entrar na onda. Foram várias tentativas até eu começar a entender o momento certo de me posicionar na onda para poder dropar (o esforço incluiu até aprender alguns termos do esporte!).

Não muito satisfeito com o progresso obtido na água, decidi experimentar o que poderia fazer com uma prancha e as dunas de areia. Era a vez do esporte originado no Brasil, mas com nome em inglês, Sandboard. Agora foi mais fácil de ser impulsionado, afinal a força da gravidade fazia todo o esforço. O complicado era descer as dunas altas, em pé, se equilibrando (é verdade, existe a versão para quem quer ir sentado).

Após o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus “obrigou os Seus discípulos a entrar no barco” (Mat. 14:22) e irem para o outro lado do Mar da Galiléia. As pessoas estavam tão maravilhadas com o milagre da multiplicação a ponto de que elas acharem que Jesus tinha de ser coroado rei naquele momento, por isso Jesus decidiu por uma retirada rápida. Os discípulos cumpriram as ordens de Jesus mas “não haviam compreendido o milagre dos pães” e “o seu coração estava endurecido” (Mar. 6:52), principalmente o de Judas.

O “vento era contrário” e o barco era “açoitado pelas ondas” (Mat. 14:24), de forma que todo o esforço era em vão e já se encontravam a quatro ou cinco quilômetros (João 6:19) de onde deveriam estar.

Após horas em alto mar sem conseguir chegar ao destino, no meio da madrugada Jesus foi até eles, andando sobre o mar. Essa não era a primeira vez que Deus andava sobre as águas, mas curiosamente todos os discípulos (Mar. 6:50) pensaram que se tratava de um fantasma.
Jesus, então, procura a melhor e mais completa maneira de se identificar e diz: “Sou eu” (Mat. 14:28). Pedro toma a frente e desafia dizendo algo que soou assim: “Já que és Tu, manda-me ir contigo, por sobre as águas”.

Um milagre acontece. Pedro caminha sobre o mar, mas não por muito tempo. A força do vento o faz ter medo e afundar. Naquele instante Pedro utiliza as três palavras mais poderosas para um ser humano: “Salva-me, Senhor”.
Jesus o socorreu e ambos entraram no barco, quando, então, o vento cessou. E todos os discípulos o adoraram dizendo: “Verdadeiramente és Filho de Deus!”

Enquanto não chega a coroação final, Jesus tem uma ordem para cada um de nós: entrar no barco. Você e eu não temos a opção de ficarmos ancorados na orla do mar ou estirados à beira da praia. Como cristãos recebemos a mesma ordem que os discípulos receberam: entrar no barco e navegar. Quando Deus não faz as coisas da maneira como esperamos, é comum O confundirmos com fantasmas e até mesmo duvidarmos que Ele é o Messias.

Ter fé não é necessariamente andar sobre as águas, mas não duvidar de Deus e
convidá-Lo a entrar no seu barco. Pedro sabia nadar (João 21:7), mas não pode se
salvar.

Quem nunca se sentiu vencido pelo cansaço de remar contra os ventos espirituais contrários? Ou teve medo dos fortes ventos desta vida? Ao invés de ficar com o coração contrariado, fique com Jesus no seu barco (ou na sua prancha ou nos seus esquis); assim você fica com o verdadeiro Salva-Vidas, os ventos cessam e uma vida cheia de sentido se inicia.

A vida cristã pode se tornar uma grande aventura radical se você cultivar a fé nEle e deixar Jesus assumir o comando da sua vida.

The Caravan of Power Yields Pentecostal Results

terça-feira, agosto 15, 2006

The Caravan del Poder began its long journey in January 2003. Cars, vans, and trucks loaded with people eager to witness and with equipment to support the witness made up the caravan as it wound its way from the border of Bolivia to Crucero, the highest point in Peru. Crucero threw open its arms to wel­come the Adventists, and the mayor declared a holiday. More than half the population of the city turned up at the local stadium to celebrate the spiritual power that the caravan brought.

One of the principal leaders of the caravan was its main preacher, Alejandro Bullon, ministerial secretary of the South-American Division. He held meetings in 17 cities along the route of the caravan, and at times he had to speak three or four times a day. Assisting him were scares of other evan­gelists, pastors, and lay members. As the caravan concluded its journey, the power witnessed was Pentecostal in proportion: Between September 16 and 23, 10,534 people were baptized, nearly a third of them in the beautiful Huencalla beach of Lake Titicaca, others in the cold waters of Unocoya River, near Juliaca, the largest city in Peru. Compare this massive achievement of the Caravan of Power with the total baptisms for the same mission in all of 2002: 9,024 baptisms.

The Caravan of Power was not a one­person show. The Lake Titicaca Mission, headquartered in Puno, recruited and trained over 112,000 lay persons from every part of the mission territory for severaI weeks prior to the caravan's pass­ing through. The training included prayer ministry, Bible studies, preparing for discipleship, and identifying and using various spiritual gifts. Every church entity and department was involved in the adventure, including ADRA, the Odontomedical Clinic, and the Nuevo Tiempo radio network. In addition, 94 Adventist schools and colleges in the area, many pastors, Adventist youth vol­unteers, and 41 theology students lent their presence and support to the cara­van's evangelistic adventure.

The project took several months of organization and preparation, from the original vision conceived by the local mission administrators to its successful conclusion. The Union organization fully supported the venture. The local mission also recruited the assistance of an experienced professional team in public relations, and with their help the event received maximum exposure and promotion, secured support of civic and political authorities, and received press coverage. Thanks to this team, before the caravan arrived in a particular city, the entire city was made aware of it.

Incredible happenings
Right from the outset, the caravan witnessed so many incredible stories that whatever success we had in soul winning can be attributed only to the power and presence of the Spirit. Consider Limber Gavino, a music teacher at the state col­lege. Wanting to be part of the caravan but unable to move from his job, he chose to study the Bible where he was. He invited 35 of his students and five parents for intense personal Bible study. They all were baptized when the caravan passed through their place.

Carlos Carpio lives in Lima. After being invited by some friends to attend vespers, he joined a regular Bible study class. When he heard about the cara­van, he decided to be baptized along with his daughter, Edda, even though they had to travei 930 miles.

Pastor Agostin Ticona, part of the caravan staff, conducted baptisms every day of a week, and on one of them, the ceremony lasted from 6:00 p.m. to midnight. During that one week, he baptized 214 people.
At Choquehuanca there was a partic­ularly touching moment. In the early 1920s, the local priest tried to chase out the Seventh-day Adventists and their pastor. Now, when the caravan arrived, the mayor gave Pastor Bullon the keys of the city.

The last sermon and altar call were delivered in Puno, the state capital, to over 20,000 people at the local stadium.
Following that, the mayor requested that at least "one week promoting Christian values" be held every year by the Adventist church in that city, where the Adventists constitute some 12 per­cent of the population.

A venturesome project
"The impact of the Caravan of Power cannot be measured in numbers; it will have long-term consequences," exclaimed Melchor Ferreyra, president of the Peru Union, who actively partici­pated in the project. Ferreyra now wants to hold something similar in 2004 at national levei, christened Mega Impact: Mission Possible, and hopes to baptize 50,000 people by july.


The Caravan of Power was the most ambitious evangelistic campaign ever undertaken by the Adventist Church in Peru. The caravan focused on the Lake Titicaca Mission, whose territory embraces the state of Puno. Located on
the Peruvian plateau around Lake Titicaca, at an altitude of 13,100 feet, Puno has a population of one million. The four major cities-Juliaca, Puno, lIave, and Ayaviri-account for almost half of the country's population.
Adventism entered Peru through this state almost 100 years ago, and today it is the religion of 12 percent of its popu­lation. The Seventh-day Adventist Church is the second major church in the country, following the Catholic Church.
The Caravan of Power is integrated evangelism. It included people and pas­tors at all levels; it attracted church leadership and departments; it had a well-focused and time-framed organiza­tion. Above all it was many groups, multiple witnesses, cemented together to take the gospel from one end of the conference to the other-a steady stream of witnesses that formed the Caravan of Power.

Marcio Dias Guarda
Digital Media editor for the Brazil Publishing House, São Paulo, Brazil.
Ministry Magazine, March 2004

www.amizades.com.br

sexta-feira, agosto 11, 2006

Receitas para o Sucesso

sábado, julho 29, 2006

Já virou rotina! Quantas dietas diferentes você tentou seguir? Elas vêm e vão. Sempre tem uma dieta que está na moda. Todo mundo tenta; alguns vêem resultado, outros não. A maioria acaba concluindo que no final os resultados desaparecem e tudo volta a ser como antes. Da dieta do abacaxi à dieta Atkins, já se inventou de tudo!

A autora americana Ellen White escreveu, há mais de 150 anos, que são 8 os principais componentes de uma vida saudável: água em abundância, ar puro, exercício regular, exposição à luz solar, repouso adequado, alimentação saudável, confiança em Deus. De todos esses, a alimentação saudável possivelmente seja o mais complexo de se obter. Complexo, talvez, porque ninguém nasce sabendo como se nutrir com outros alimentos além do leite materno; pela variedade de alimentos disponíveis; pela infinita possibilidade de combinações e maneiras de preparação; pelos gostos individuais; pelas necessidades diferentes que as pessoas diferentes têm; pelas limitações que ainda existem no conhecimento da natureza, tanto do ser humano como das plantas.

O que fazer? Três refeições ao dia na lanchonete e não se fala mais nisso? Não! A alimentação exerce um papel fundamental em nosso comportamento e saúde. “Os que comem e trabalham com intemperança e irracionalidade, falam e agem irracionalmente. Um homem intemperante não pode ser um homem paciente. Não é necessário ingerir bebidas alcoólicas para ser intemperante. O pecado do comer intemperante, do comer com demasiada freqüência, do comer demais e alimentos ricos e não saudáveis, destrói a saudável ação dos órgãos digestivos, afeta o cérebro, perverte o juízo, impedindo o pensamento e a ação racionais, calmos, saudáveis.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 50.

Dr. Andrew Weil, médico e escritor de best-sellers como Eight Weeks to Optimum Health, apresenta 7 princípios que servem de guia para nossa alimentação.
1. Temos que comer para viver.
2. Comer é uma das principais fontes de prazer.
3. Comidas podem ser saudáveis e apetitosas ao mesmo tempo.
4. Comer é uma parte importante da interação social.
5. A alimentação reflete e define nossa identidade cultural e pessoal.
6. A alimentação é uma determinante da nossa saúde.
7. Mudar a alimentação é um método para tratar doenças e restaurar a saúde.

Numa era em que se fala tanto em combustíveis alternativos, a ciência continua a comprovar que no caso dos seres humanos não existe um “combustível alternativo”. A melhor dieta é a original.

“Deus forneceu ao homem abundantes meios para a satisfação de um apetite não pervertido. Estendeu diante dele os produtos da terra – bela variedade de alimentos agradáveis ao paladar, e nutritivos para o organismo. Dessas coisas nosso benévolo Pai celeste diz que podemos comer livremente. Frutas, cereais e verduras, preparados de maneira simples, livres de especiarias e gordura animal de qualquer espécie, fazem com leite ou nata, o regime alimentar mais sadio. Nutrem o corpo, e dão um poder de resistência e um vigor de intelecto não produzidos por um regime estimulante.” – Conselhos Sobre Saúde, págs. 114 e 115.

Quando estiver planejando a sua alimentação lembre-se de 3 palavras fundamentais: variedade, moderação e equilíbrio.

Qualquer que seja o seu objetivo na vida, a estrada para o sucesso passa, logo no seu começo, pela cozinha.

Fé Demais em Casa

Escola pública ou denominacional? Roupas da moda ou turbantes? Dieta especial ou feijoada e frutos do mar? Sexta, sábado ou domingo como dia santo? Abstinência do álcool ou beber socialmente? Transfusão de sangue ou não?

Esses são exemplos de escolhas que todos fazem em algum momento da vida. Decisões que, algumas vezes, são um pouco complicadas e exigem mais do que simplesmente uma opção por A ou B. Imagine então, quando em um lar, um cônjuge fez uma escolha e o outro, uma diferente.

Esta época do ano parece trazer desafios especiais para essas casas. O natal está chegando. Para os muçulmanos é o mês, Ramadan, de jejuar que concluiu com a festa sagrada do Eid al-Fitr esta semana. Os judeus acendem as últimas velas do Hanukkah nesta sexta. Domingo é o dia do Bodhi, a comemoração da iluminação do Buda. No lar, um cônjuge segue uma religião e o outro, outra. E os filhos?

A solução simplística e óbvia, que até parece um cliché para a geração atual, pode ser um acordo onde cada um “respeita” ou concorda em cada uma das decisões.

Parece que na realidade não funciona bem assim O que acontece nos lares? Resposta: divórcio.

A cacofonia proposital do título tem como propósito chamar a atenção para um artigo publicado pelo USA Today, um dos principais jornais dos EUA, esta semana, que divulga o resultado de uma pesquisa realizada em lares que abrigam mais de uma religião. Segundo o jornal, 22% dos lares americanos estão classificados dessa forma. Mas o destaque da pesquisa realizada pela ARIS (American Religious Identification Survey 2001) ficou por conta da descoberta que de todos os adultos americanos que têm filhos com alguém de outra fé, 10% estão divorciados, comparado com 3% para pais que compartilham a mesma religião.

Curiosamente o assunto tem chamado a atenção da imprensa devido ao número crescente de processos na justiça resultantes de conflitos nos lares devido a dificuldade de definirem a educação religiosa dos filhos. Casais, procurando evitar futuros conflitos, chegam ao ponto de preparar contratos pré-nupciais que incluem até a altura exata da árvore de natal.

O artigo ainda mostra o contraste de idéias entre grupos como o Dovetail Institute, que produz material para lares que procuram conciliar mais do que uma fé, e o InterfaithFamily.com, que procura demonstrar os benefícios de os pais escolherem uma religião para os filhos quando pequenos.

Na mente da maioria dos jovens adventistas em algum momento já passou aquele questionamento quanto ao envolvimento emotivo com alguém de outra fé. Vários tiveram experiências nesse sentido. Em cidades onde a comunidade adventista é pequena, isso ocorre ainda com maior freqüência. Com o raciocínio lógico de que muitas pessoas de outras religiões teriam um caráter melhor do que os próprios adventistas, jovens acabam aprovando essas aproximações.

A Bíblia no entanto é clara. Da mesma forma, os conselhos do Espírito de Profecia. E, obviamente, as outras fontes, como essas pesquisa, vêm a comprovar. Em nenhum momento existe o questionamento sobre o caráter das pessoas, mas o inevitável conflito existente entre duas religiões. Na verdade, o resultado pior pode não sobrar para você, mas para a sua geração.

Algo a se pensar!

“A Vida Não é um Ensaio”

Esse era o pensamento preferido do astronauta israelense Ilan Ramon, segundo o capitão da marinha Kent Rominger, presidente e chefe do departamento dos astronautas na NASA (National Aeronautics and Space Administration). O único estrangeiro na tripulação que participou da missão espacial mais recente e que terminou de forma trágica no último dia 1o.

De forma inesperada a missão STS 107 foi abortada 16 minutos antes de seu programado desfecho no Cabo Canaveral, Flórida. Segundo o website da NASA, a missão espacial tinha como objetivo mais de 80 experimentos que utilizavam a microgravidade como uma ferramenta fundamental e versátil para trazer novas idéias sobre o espaço e melhorar a vida na Terra. A missão ainda incluiu estudos sobre os fatores que controlam o clima na Terra.


Alguns de nós ainda lembrávamos das manchetes no dia 28 janeiro de 1986, data do último desastre dessa natureza, e a reação geral em face da impressionante explosão do ônibus espacial Challenger no momento de decolagem. Mesmo no Brasil o assunto foi comentado exaustivamente por vários dias, enquanto que as imagens inacreditáveis comoviam grande parte da população.

Aqui nos Estados Unidos, no último final de semana, a história se repetiu parcialmente com a notícia da desintegração do ônibus espacial Columbia quando sobrevoava o estado do Texas. O país parou para lamentar a morte dos 7 astronautas.

Sendo que os conflitos no Oriente Médio, por exemplo, registram quase o mesmo
número de fatalidades todas as semanas, por que esse acidente faz-nos refletir
tanto?


a)Porque envolveu a morte de 7 pessoas?
b)Por causa do “espetáculo visual” envolvido?
c)Porque a NASA tem um orçamento anual de $15 bilhões?
d)Porque essas pessoas representavam o orgulho e sonhos do mundo no espaço?
e)Todas as anteriores?


Provavelmente “E”, todas as anteriores e mais uma: consciente ou inconscientemente, missões espaciais como essa parecem reunir o melhor que a humanidade pode produzir na busca por respostas a mistérios que envolvem além do nosso próprio Planeta. (Isso lembra a Torre de Babel ou é impressão minha?) É como se indivíduos fossem escolhidos a dedo, se submetessem a treinamentos específicos, usassem os melhores equipamentos disponíveis e, por causa de um “detalhe” da natureza, tudo fosse em vão e a submissão humana a Deus estivesse em evidência mais uma vez.


No último e-mail enviado pela astronauta Laurel Clark do espaço, um dia antes do acidente, ela relata: “Olá, aqui de cima do magnífico planeta Terra. A vista é verdadeiramente inspiradora. Já tive algumas perspectivas incríveis: relâmpagos sobre o Pacífico, a Aurora Austral iluminando o horizonte visível com o brilho das cidades da Austrália na parte de baixo, a lua crescente se posicionando sobre a Terra, as vastas planícies da África e as dunas do Cabo Horn, rios desfilando por entre as altas montanhas, a linha contínua de vida que se estende da América do Norte, pela América Central e até a América do Sul.”


A brevidade da vida é mais uma vez trazida à tona assim como a soberania do Criador. O pensamento do primeiro astronauta israelense, Ilan Ramon, alerta para a importância de procurarmos o real sentido e a missão que temos no Grande Conflito.
Resta a cada um curvar-se perante a Sua glória e render-se inteiramente a Ele. A vida não é um ensaio, já é o espetáculo.